‘Prévia do PIB’ tem queda de 0,15% em agosto após dois meses de alta
15/10/2021 10:15 em Economia

Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, uma espécie de “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,15% em agosto, após ter subido nos últimos dois meses.

Na comparação anual, o índice mostra uma alta de 4,74%. No ano, o indicador acumula alta de 6,41%. Já em 12 meses, de 3,99%.

O resultado veio pior que as expectativas do mercado, cuja mediana ficava em uma queda de 0,05% na comparação mensal e em 4,90% na anual.

O resultado divulgado pelo BC nesta sexta-feira (13) mostra que a atividade teve um freio após o índice ter vindo muito acima do esperado em julho, mês que refletiu um melhor desempenho de comércio e serviços.

Vale ressaltar que a instituição também revisou para baixo o número de, que passa de um crescimento de 0,60% a uma alta de 0,23%.

Se, de um lado o avanço da vacinação contra Covid-19 movimenta novamente as ruas — e consequentemente a economia –, de outro, a escalada da inflação atrapalha o consumo. A crise hídrica – que encareceu a conta de luz -, e a alta dos preços dos combustíveis têm sido os principais vilões nesse cenário.

Além disso, a incerteza crescente sobre a saúde fiscal brasileira e o clima de tensão política no país atrapalham a tomada de decisões de investidores e fazem as expectativas deteriorarem.

‘Recuperação depende de serviços’

O número de agosto mostra uma desaceleração da economia em relação ao que vinha avançando na primeira parte do ano, ressalta Fábio Pina, assessor econômico da Fecomercio de São Paulo, e depende fortemente do setor de serviços para que o PIB do ano fique acima de 5%.

“Houve desaceleração do crescimento mês a mês de junho para cá com relação ao ano passado. Esse ritmo deve continuar a não ser que os serviços tenham desempenho um pouco melhor no último semestre. Um PIB maior que 5% depende disso”, diz. Com o resultado de hoje, a previsão da Fecomercio para a economia de 2021 fica em um crescimento pouco abaixo dos 5%.

 “Dependemos da reação do último setor a começar a sair da crise e é o maior da economia”, diz.


Fonte: CNN Brasil

COMENTÁRIOS