O painel, presidido por representantes da Casa Branca e da Comissão Europeia, terá como objetivo encontrar alternativas de fornecimento de gás natural liquefeito e reduzir a demanda geral por este combustível.
Os Estados Unidos trabalharão para fornecer à Europa pelo menos 15 bilhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito em 2022, em parceria com outras nações, informou a Casa Branca.
“As forças ucranianas provavelmente continuarão tentando empurrar as forças russas de volta ao longo do eixo noroeste de Kiev em direção ao aeródromo de Hostomel”.
Biden diz que EUA responderão se Rússia usar armas químicas
“Nós responderíamos se ele usasse. A natureza da resposta dependeria da natureza do uso”, disse Biden durante entrevista coletiva no quartel-general da Otan, em Bruxelas, na Bélgica. “Deflagraria uma resposta à altura. Caso a Rússia dê esse passo, nós tomaremos essa decisão”, completou.
“Depende do G20. Isso foi levantado hoje, e eu levantei a possibilidade de que, se isso não puder ser feito – se a Indonésia e outros não concordarem – então deveríamos, na minha opinião, pedir que a Ucrânia pudesse participar das reuniões, sendo capaz de participar e observar.”
O presidente ainda afirmou que os EUA estão comprometidos em fornecer mais de US$ 1 bilhão em ajuda humanitária para a Ucrânia para atender os milhões de ucranianos afetados pela guerra. “A Otan nunca, nunca esteve mais unida do que hoje. Putin está recebendo exatamente o oposto do que pretendia como consequência de entrar na Ucrânia”, disse.
Ao falar sobre a China, Biden pontuou que o país asiático está ciente das consequências de um possível apoio à invasão russa. “Acho que a China entende que seu futuro econômico está muito mais ligado ao Ocidente do que à Rússia”, afirmou.
ONU aprova resolução que culpa Rússia pela crise humanitária na Ucrânia
Foram 140 votos a favor, 5 contra e 38 abstenções. O Brasil votou a favor da medida. A segunda resolução, que eximiria a Rússia da crise, proposta pela África do Sul, não chegou a ser votada após ser rechaçada por 67 países. Embora não vinculativas, as resoluções da assembleia têm peso político.
O embaixador da China nas Nações Unidas, Zhang Jun, disse aos países membros que a situação humanitária na Ucrânia está se tornando cada vez mais séria, mas que os países não devem forçar outros a “escolher um lado” no conflito. “O desenvolvimento da situação na Ucrânia até o estágio atual desencadeou amplas preocupações internacionais, e também é algo que a China não quer ver”, disse o representante chinês.
Mais cedo, o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, anunciou que os líderes da organização decidiram em reunião dar mais apoio à Ucrânia e enviar tropas para Bulgária, Romênia e Eslováquia, países vizinhos. O encontro entre as lideranças aconteceu em Bruxelas.
Stoltenberg destacou ainda que a Otan se prepara para longo prazo e aumentará seu apoio para todos os países ameaçados pelos russos. Ele também afirmou que a China deve utilizar a sua influência na região para “promover a paz” e pressionar Vladimir Putin para acabar com a guerra.
Os líderes aprovaram nossas 4 novas tropas na Bulgária, Romênia e Eslováquia. Serão adicionais às que estarão nos Países Bálticos e na Polônia. Portanto, serão 8 tropas da Otan posicionadas do Mar Báltico ao Mar Negro
Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan
O possível uso de armas químicas pela Rússia foi destacado por Stoltenberg como motivo de preocupação. Segundo ele, a utilização deste tipo de armamento mudaria a natureza da guerra. O secretário-geral disse que a Aliança está fazendo tudo para evitar entrar no confronto.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou virtualmente da reunião da Otan e disse que o país precisa de apenas uma fração do poder de fogo combinado da Aliança. “Vocês podem nos dar 1% de todos os seus aviões, um por cento de todos os seus tanques. Um por cento!”, pediu o ucraniano, em um apelo efusivo por mais assistência militar, segundo um alto funcionário do governo dos Estados Unidos que ouviu os comentários.
Em um mês de guerra, os números do conflito, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), são de quase 1.000 civis mortos. Apesar da ofensiva, as forças russas ainda não conseguiram capturar a capital Kiev. Na avaliação de especialistas e da inteligência de países ocidentais, o exército russo sofre com problemas logísticos, falta de suprimentos e tem dificuldade em superar resistência ucraniana.
Até esta quinta, o conflito já deixou 1.035 mortos do lado ucraniano e ao menos 3,6 milhões de cidadãos que viviam na Ucrânia deixaram o país, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).
Sanções chegaram “um pouco atrasadas”, diz Zelensky
Em seu discurso ao Conselho Europeu postado no Facebook na noite de quinta-feira, Zelensky disse que se as sanções fossem preventivas, havia uma chance de a Rússia não ter entrado em guerra.
“Você bloqueou o Nord Stream 2. Somos gratos a você. E com razão. Mas também era um pouco tarde. Porque se fosse a tempo, a Rússia não teria criado uma crise de gás. Pelo menos havia uma chance”, pontuou ao conselho.
Ucrânia atualiza pedido de ajuda militar aos EUA com mais de 500 mísseis por dia
A Ucrânia atualizou sua extensa lista de desejos de assistência militar adicional do governo dos Estados Unidos nos últimos dias e incluiu centenas de mísseis antiaéreos e antitanque a mais do que o solicitado anteriormente, de acordo com um documento fornecido à CNN que detalha os itens necessários.
Os ucranianos apresentaram listas semelhantes nas últimas semanas, mas um pedido recente fornecido aos parlamentares norte-americanos parece refletir uma necessidade crescente de mísseis antiaéreos Stinger e mísseis antitanque Javelin fabricados nos EUA — com a Ucrânia dizendo que precisa urgentemente de 500 de cada por dia.
A lista fornecida à CNN detalha várias outras necessidades urgentes, incluindo: jatos, helicópteros de ataque e sistemas antiaéreos como o S-300. A nova lista foi elaborada no momento em que os ucranianos alegam que enfrentam uma potencial escassez de armas em meio a um ataque russo em andamento. Os EUA e a Otan enfatizam que mais ajuda militar já está entrando no país.
Um soldado ucraniano segura o FGM-148 Javelin, um míssil antitanque portátil de fabricação americana em um posto de controle perto da cidade ucraniana de Kharkiv / Foto: Sergey Bobok/AFP/Getty Images
Secretário-geral acha improvável que haja guerra direta entre a Rússia e a Otan
Em entrevista à Christiane Amanpour, da CNN, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, declarou que acha improvável que haja um conflito direto entre a Rússia e a aliança.
No entanto, ele ressaltou que a situação na Ucrânia é “extremamente imprevisível” e que a Otan enfrenta uma nova realidade e deve estar preparada para o longo prazo. Stoltenberg também creditou a demonstração de unidade dos países da Otan na diminuição da probabilidade de uma guerra em grande escala.
Quando questionado sobre os relatos de que a Rússia não está adotando a linha de “desconflito”, Stoltenberg respondeu que a afirmação está correta e que “os russos não estão prontos, como eu disse, para usar essas linhas, mas assumimos que, se houver necessidade, eles poderão se comunicar conosco”.
Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, durante entrevista coletiva em Bruxelas / Foto: REUTERS/Yves Herman
Líderes do G7 alertam a Rússia contra uso de arma química, biológica ou nuclear
Em uma declaração conjunta, líderes do G7 alertaram a Rússia contra o uso de armas químicas, biológicas ou nucleares na invasão da Ucrânia. “Avisamos contra qualquer ameaça de uso de armas químicas, biológicas e nucleares ou materiais relacionados”, escreveram os líderes após reunião em Bruxelas.
Eles também denunciaram as tentativas da Rússia de desinformação, sugerindo que a Ucrânia estava se preparando para usar uma arma química ou nuclear.
O G7 disse: “Estamos preocupados com a repressão crescente e reforçada contra o povo russo e a retórica cada vez mais hostil da liderança russa, inclusive contra cidadãos comuns”.
Reunião do G7 / Foto: Leon Neal – WPA Pool/Getty Images
Rússia poderia usar armas nucleares se “provocada” pela Otan, diz oficial russo
O vice-embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Dmitry Polyanskiy, disse em entrevista ao canal britânico Sky News, na quarta-feira (23), que não está descartada a possibilidade do uso de armas nucleares caso a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) “provoque” ou “ataque” a Rússia.
“Se a Rússia for provocada pela Otan, se for atacada pela Otan, eu não sei… Somos uma potência nuclear, por que não?”, declarou.
“Não é algo certo para dizer, mas não é certo ameaçar a Rússia e tentar interferir. Quando você está lidando com uma potência nuclear, você precisa calcular todas as consequências do seu comportamento”.
Dmitry Polyanskiy, vice-representante da Russia nas Nações Unidas / John Minchillo-Pool/Getty Images
Biden e presidente da Comissão Europeia afirmam união na condenção da invasão à Ucrânia
“Estamos unidos em nosso apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia. E estamos unidos em nossa determinação de defender nossos valores compartilhados, incluindo a democracia, o respeito pelos direitos humanos, a paz e a estabilidade globais e a ordem internacional baseada em regras”, diz o comunicado, antes de listar “esforços transatlânticos para apoiar o povo ucraniano”.
Entre os esforços destacados pelos líderes, Biden e von der Leyen disseram que “os Estados Unidos e a União Europeia estão apoiando o trabalho de especialistas em documentação de crimes de guerra que estão coletando evidências no terreno na Ucrânia”, além de delinear seus esforços em questões como segurança alimentar e ajuda humanitária.
O primeiro-ministro do Japão Fumio Kishida, o presidente dos EUA Joe Biden, o secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen e o primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau e o chanceler da Alemanha Olaf Scholz antes da reunião dos líderes do G7 em Bruxelas, em 24 de março de 2022 / Foto: Henry Nicholls – Pool/Getty Images
Ucrânia afirma ter destruído grande navio de guerra russo
O porto de Berdyansk, no sul da Ucrânia, foi abalado por uma série de fortes explosões logo após o amanhecer desta quinta-feira (24). Ele havia sido recentemente ocupado por forças russas e vários navios de guerra russos estavam ancorados lá.
Vários navios russos estavam descarregando equipamentos militares em Berdyansk nos últimos dias, de acordo com relatos do porto por meios de comunicação russos.
As forças armadas ucranianas disseram que, além de destruir o Orsk, “mais dois navios foram danificados. Um tanque de combustível de 3.000 toneladas também foi destruído. O fogo se espalhou para o depósito de munições do inimigo. Detalhes dos danos causados ao ocupante estão sendo esclarecidos.”